O funcionamento de uma caixa de velocidades

Hoje vamos explicar o funcionamento de uma caixa de velocidades, que num automóvel serve para desmultiplicar a rotação do motor para o diferencial, por forma a transformar a potência do motor em força ou velocidade, facto de dependerá da necessidade.

De uma forma geral e simplificada, quanto maior a rotação do motor em relação à rotação do eixo, maior será a força e, quanto menor a rotação do motor em relação à rotação do eixo, maior será a velocidade. Note-se que o eixo não gira à mesma rotação nem da cambota, nem da saída do diferencial (semi-eixos). Em suma, a cada marcha ou velocidade da caixa a proporção rotação do motor/rotação do eixo varia solidariamente.

caixa de velocidades

Uma caixa de velocidades típica possui duas séries principais de carretos, a do veio principal, que recebe do volante do motor a rotação do motor por intermédio da embraiagem, e a do veio secundário, que transmite um submúltiplo dessa rotação ao eixo.

No veio principal os carretos encontram-se em rotação livre, o que permite que, em ponto morto não ocorra a transferência da rotação. No entanto, os carretos do veio secundário encontram-se firmemente ligados ao veio secundário, com excepção do carreto da marcha-atrás. A cada carreto do veio primário corresponde um outro carreto, devidamente engatado, do veio secundário. Aqui, são as dimensões dos carretos que especificam a proporção da (des) multiplicação desejada.

Aquando da selecção de uma mudança através da alavanca das velocidades, é engatado um carreto ao veio principal por meio de um bloqueador (do movimento livre do carreto para o veio) que, nos dias de hoje, desempenha a função de sincronizador. Com um funcionamento semelhante ao da embraiagem (transmissão por acoplagem), embora os carretos disponham de dentes que facilitam o encaixe do sincronizador, a força do veio principal transmite-se do carreto bloqueado para o carreto correspondente do veio secundário.

caixa de velocidades

No caso da marcha atrás, entra em contacto um carreto suplementar do bloco secundário responsável pela mudança de direcção da rotação do eixo, e consequentemente, da marcha do veículo. Este carreto é de dimensões tipicamente semelhantes ao da primeira velocidade, o que permite ao automóvel dispor de força para realizar manobras em superfícies íngremes.

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5 Comentários

  1. Não tem nenhuma aminação que explique isso, assim no grafico eu não consigo visualizar direito.

  2. Como posso fazer uma redução de camião?!
    Como faço para mudança de caixa de velocidade?

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